Mas o veículo ainda carrega um peso simbólico.
“A Tesla não possui, atualmente, um carro-símbolo, ou seja, um veículo de luxo de alto desempenho projetado para mostrar o que há de melhor em engenharia e tecnologia da montadora. O Roadster será o novo carro-símbolo da Tesla”, afirmou o analista da Morningstar, Seth Goldstein, em uma nota no mês passado.
Musk criou expectativas em 2017, dizendo que um Roadster percorreria mil quilômetros com uma única carga. Em 2024, ele postou no X que o carro havia sido redesenhado. O novo Roadster aceleraria de 0 a 100 km/h em menos de um segundo. “E essa é a parte menos interessante”, escreveu ele, acrescentando que se tratava de uma colaboração entre a Tesla e a SpaceX , a empresa de foguetes que Musk também lidera.
Goldstein espera que a Tesla venda cerca de 2.000 Roadsters por ano — uma fração dos 1,6 milhão de veículos que a Tesla vendeu no ano passado.
O Roadster original, lançado em 2008 e à venda até 2012, foi o primeiro veículo elétrico da Tesla e utilizava um chassi do Lotus Elise. Ele ajudou a mudar a visão do mundo sobre o que um veículo elétrico poderia ser. Desde então, a empresa tem se destacado por seus SUVs Model Y e Model X e pelos sedãs Model S e Model 3.
O lançamento da segunda geração do Roadster ocorre também em meio a uma mudança radical no foco da Tesla, que passou da fabricação de carros para motoristas humanos para a tecnologia de direção autônoma baseada em inteligência artificial e a robótica.
Fonte:UOL Tecnologia
