O vocabulário escolhido pelos candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial oferece um panorama claro sobre as estratégias e prioridades de cada campanha. Durante as recentes sabatinas conduzidas pela jornalista Renata Lo Prete, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentaram propostas, responderam a questionamentos duros e revelaram padrões curiosos na repetição de certas palavras.
O ranking de palavras mais usadas pelos candidatos
Um levantamento quantitativo das respostas desconsiderou conectivos gramaticais e o nome da própria entrevistadora para mapear os temas centrais do discurso de cada concorrente ao Palácio do Planalto.
Embora ambos tenham colocado o nome do país no topo de suas menções, o restante do vocabulário mostrou caminhos distintos. Enquanto o petista enfatizou questões sociais e institucionais, o senador focou na figura do adversário e em referências ao poder central.
Veja os termos com maior incidência na fala de Lula:
- Brasil: 29 vezes
- Pessoas: 27 vezes
- País: 19 vezes
- Dívida: 19 vezes
- Economia: 19 vezes
- Ministro: 18 vezes
- Importante: 14 vezes
- Suprema Corte: 13 vezes
- Governo: 11 vezes
- Problema: 11 vezes
Confira as palavras mais repetidas por Flávio Bolsonaro:
- Brasil: 35 vezes
- Governo: 32 vezes
- Lula: 31 vezes
- Presidente: 30 vezes
- Bolsonaro: 22 vezes
- República: 17 vezes
- Reais: 16 vezes
- Poder: 15 vezes
- Trabalhar: 11 vezes
- Segurança: 11 vezes
Destaques e declarações polêmicas dos encontros
Além da contagem de palavras, as sabatinas foram marcadas por posicionamentos fortes sobre temas econômicos, jurídicos e trabalhistas.
Na sabatina de quinta-feira, Lula surpreendeu ao defender a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos. O petista também cobrou a investigação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e chamou para si a responsabilidade direta pelos obstáculos encontrados durante sua administração.
Já na sexta-feira, Flávio Bolsonaro comprometeu-se a manter a extinção da escala de trabalho 6×1, projeto recentemente aprovado no Senado Federal. O parlamentar assegurou ainda que tem interesse em cumprir apenas um mandato presidencial e expressou perplexidade diante da prisão de aliados políticos próximos no estado do Rio de Janeiro.
