O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou a proibição iminente de protestos considerados “ilegítimos”, além da alteração de trajetos de marchas sindicais para proteger o comércio. O anúncio ocorreu após reunião com serviços de inteligência e ministros, motivado pelos saques e episódios de violência registrados no último sábado (17). Macron atribuiu os distúrbios a grupos de ultraesquerda “sediciosos” e de “extrema periculosidade”, acusando-os de tentar derrubar a República.
Às vésperas de uma nova mobilização, o governo aposta no discurso de “firmeza”. O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, cobrou o posicionamento de partidos políticos e isolou o grupo A França Insubmissa, de Jean-Luc Mélenchon. Diante de prejuízos em cerca de 3 mil lojas, comerciantes demonstram apreensão máxima com os próximos atos. Para o sábado, as autoridades preparam um ostensivo esquema de segurança, incluindo unidades de elite e veículos blindados. Sob toque de recolher em diversas cidades, as operações policiais já deixaram ao menos 174 detidos.
