O técnico Mikel Arteta cobrou publicamente uma participação mais agressiva e produtiva dos atletas do setor de criação do Arsenal. O treinador espanhol quer que os homens do meio-campo pisem mais na área adversária e assumam a responsabilidade de balançar as redes com maior regularidade.
O exemplo de chegada à área e o recado ao setor
Para fundamentar a sua exigência, Arteta usou como referência recente a atuação de Declan Rice no empate em 2 a 2 contra o Bayern de Munique, válido pela Champions League. Naquela partida continental, o volante inglês avançou as linhas de marcação, projetou-se no ataque e anotou o gol de empate dos Gunners.
Em entrevista coletiva, o comandante destacou que a postura exibida por Rice precisa se estender aos demais companheiros do setor. Arteta mencionou nominalmente Martin Odegaard e o volante brasileiro Bruno Guimarães, enfatizando a importância de dar liberdade de movimentação para que os atletas infiltrem nas defesas e criem novas alternativas para incomodar os adversários:
“Sim, mas isso vale para todos os meio-campistas. Martin [Ødegaard] já marcou alguns gols, Bruno fez o mesmo, e Declan [Rice] também. É isso que precisamos deles, de acordo com a posição em que atuam em cada partida: que tenham liberdade e, principalmente, agressividade para infiltrar e causar danos à equipe adversária”, declarou o treinador.
Compensação para o momento de oscilação do ataque
A cobrança de Arteta por gols de quem atua pelo meio ganha peso diante da fase de oscilação enfrentada pelos centroavantes da equipe londrina. Com os atacantes principais enfrentando jejum e dificuldades para definir as jogadas, o elenco precisa encontrar outros caminhos para pontuar.
Apesar do momento instável de seus homens de frente, o Arsenal segue competitivo e ocupa a vice-liderança do Campeonato Inglês, mantendo a perseguição ao líder Manchester City na disputa pelo título nacional.
