A extração de petróleo e gás natural no Brasil gerou uma arrecadação federal de R$ 106,05 bilhões entre janeiro e setembro de 2026. De acordo com o relatório mensal da Receita Federal, divulgado pelo Ministério da Fazenda nesta 5ª feira (22.out.2026), o montante representa uma alta real de 510,6% na comparação com o mesmo período de 2025, quando as receitas registraram R$ 17,37 bilhões.
Impacto do Imposto de Exportação
O avanço expressivo nas contas foi impulsionado por diferentes fatores, com destaque para o Imposto de Exportação sobre óleo bruto de petróleo. A cobrança foi instituída pela MP (Medida Provisória) 1.340 de 2026 e acumulou R$ 12,9 bilhões nos primeiros nove meses do ano.
Reflexo no PIS/Cofins e arrecadação total
O desempenho robusto do setor extrativo também influenciou diretamente os resultados do PIS/Pasep e da Cofins. Segundo a Receita Federal, o setor de petróleo foi um dos pilares para o rendimento das contribuições, somado ao comportamento positivo das vendas de bens e serviços no país.
Entre janeiro e setembro, os dois tributos totalizaram R$ 460,2 bilhões a preços correntes. A Cofins atingiu R$ 362,9 bilhões, o que equivale a uma alta nominal de 9,04% sobre 2025. Já o PIS/Pasep alcançou R$ 97,3 bilhões, assinalando um avanço de 7,24% na mesma base de comparação.
No cenário geral, a arrecadação federal somou R$ 2,35 trilhões no acumulado de nove meses de 2026, consolidando um crescimento real de 6,97% frente ao ano anterior. Isolando apenas o mês de setembro, a União recolheu R$ 239,4 bilhões, alta real de 5,62%. Retirando pagamentos atípicos e mudanças na legislação, a arrecadação administrada pela Receita Federal chegou a R$ 2,26 trilhões, com alta real de 5,77%.
