© Joédson Alves/Agência Brasil
Os candidatos Lula e Flávio Bolsonaro se comprometeram a abrir totalmente os sigilos bancário, fiscal e telefônico. O acordo foi assinado nesta quinta-feira (22) numa petição ao ministro André Mendonça no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As campanhas pedem que ele determine a quebra ainda hoje ao Banco Central, instituições financeiras, Receita Federal e operadoras de telefonia e faça a divulgação simultânea no site Divulgacandcontas ou outro de acesso público. As autorizações devem ser entregues até às 23h59.
Lula, que disputa a reeleição pelo PT, autorizou o levantamento do sigilo das informações próprias, de familiares, da empresa de palestras dele e das outras condições lançadas por Flávio Bolsonaro.
Já o candidato do PL concordou em liberar os próprios sigilos, de familiares, de empresas em que é sócio, administrador, responsável financeiro ou usuário master e das mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Willer Tomaz e Alcazar
Além disso, ele vai disponibilizar a conta da empresa Alcazar Holdings, que tem o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio, como sócio. A Alcazar tem sede na Ilha da Madeira, em Portugal, e é alvo de investigação da Polícia Federal. Esse foi um ponto de resistência na hora dos representantes de Flávio assinarem o termo, afirmou o presidente do PT, Edinho Silva.
“Infelizmente tivemos um embate para que a empresa ou a relação com wilter tomaz não ficasse de fora desse gesto de transparencia. Eles acataram depois de nós não cedermos. Agora, nós vamos saber quais são as relações existentes. A partir dessa petição, o ministro André Mendonça tem todo o poder para requisitar todas as informações em relação a essa empresa e mais, as relações do wiltler tomaz com Flávio Bolsonaro”
A campanha de Flávio assinou o acordo após dizer, antes da reunião, que primeiro queria ver as informações de Lula para depois liberar as do candidato Flávio, como disse a advogada de Flávio Bolsonaro, Maria Claudia Bucchianeri.
“Se eles trouxerem tudo, a gente trás. Se a gente confirmar que tudo o que ele se compremeteu, ele trouxe, será imediato [a quebra do sigilo].”
O senador eleito sub júdice pelo Paraná, Deltan Dallagnol, foi escalado pela campanha de Flávio para analisar os documentos de Lula, porque foi o ex-procurador que comandou a operação Lava Jato. A validade da candidatura de Dallagnol ainda precisa ser avaliada pelo TSE, por ter sido cassado em 2023 pela lei da Ficha Limpa.
Fonte;globo.com
