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Conforme o dicionário online de português, birra significa a consequência de quem contrariaria alguém por capricho, sem razão aparente, especialmente fazendo uma cena, chorando e gritando. A psicóloga Bárbara Emprota explica que esses momentos de frustração dos pequenos são necessários para prepará-los para o futuro.
“O adulto precisa acolher esse sentimento, sustentar os limites necessários e incentivar essa criança a buscar alternativas. Então, assim, os dois anos é a idade de birra. É muitas emoções ali na cabecinha. Então, a gente precisa, é, ensinar a criança a nomear essas emoções, o que é que ela tá sentindo e ajudá-la a desenvolver formas de lidar com essa frustração.”
É nessa fase dos dois anos, também chamada de “bebelescência” ou “adolescência dos bebês”, em que se encontra Beatriz, filha do cirurgião ginecológico Deraldo Falcão.
“A gente dá o tempo dela ou então a gente tenta abraçar se ela permitir isso. Ela é uma menina muito carinhosa, então ela permite, chora e a gente tenta: “Filha, o que é que tá acontecendo? O que é que você, o que é que você quer?” “Ah, eu quero ligar o coelho eletrônico.” “Tá, mas isso a gente pode fazer depois.” Então a gente tenta acalmar ela sabendo o que é que ela quer, tá chateada e tentar nomear essas essas emoções.”
O psiquiatra Vinícius Pedreira, especialista em infância e adolescência do Hospital Mater Dei, explica que é necessária uma intervenção para mostrar quem está no controle, mas isso não envolve bater ou levantar a voz.
“O importante é você educar. E como você vai educar? Explicando sobre a situação, demonstrando que há uma noção de autoridade, ou seja, não é bater, não é castigar, mas entender que há limites e ele precisa obedecer esses limites. Ou seja, você tentar estimular que essa criança expresse a emoção dela. Isso já contribui bastante para que ele possa desenvolver essa inteligência emocional.”
Fonte:Agência Brasil
