O governo federal acumulou uma receita de R$ 11,12 bilhões proveniente da exploração de jogos de azar e apostas entre os meses de janeiro e setembro de 2026. Esse resultado demonstra um crescimento real de 55% na comparação com o mesmo intervalo de 2025, período em que o faturamento atingiu R$ 7,17 bilhões.
Impacto financeiro supera o ano passado Os números divulgados pela Receita Federal revelam que o resultado obtido em apenas nove meses já é superior ao montante acumulado em todo o ano anterior. Durante os 12 meses de 2025, o mercado de bets gerou R$ 9,95 bilhões para os cofres públicos. É importante destacar que todas as estatísticas consideram a correção monetária calculada pela inflação oficial, medida por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Mudança drástica no cenário regulatório Diante desse forte avanço na arrecadação, o panorama regulatório sofreu uma reviravolta repentina no final de setembro.
O fim das apostas virtuais no país O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou em 25 de setembro uma medida provisória que proíbe as bets no Brasil.
Tramitação no Poder Legislativo Para que a proibição não perca a validade, a nova MP precisa obrigatoriamente passar pelo crivo do Congresso Nacional no prazo máximo de 120 dias. O texto elaborado pelo Executivo determina o banimento completo de modalidades como o popular “Tigrinho”, além de cassinos virtuais e de todas as plataformas voltadas para palpites em eventos esportivos, a exemplo das partidas de futebol.
