Os planos de governo apresentados por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República revelam diretrizes distintas para a economia, as contas públicas, o mercado de trabalho e a inflação brasileira.
Diferenças econômicas e trabalhistas Enquanto as propostas do atual governo concentram esforços na renda, na ampliação do crédito e em políticas públicas lideradas pelo Estado, a chapa opositora aposta na responsabilidade fiscal, na redução de tributos corporativos e na diminuição do custo de contratação para as empresas.
Impactos para trabalhadores e servidores Para os empregados com carteira assinada, as divergências aparecem na política salarial e nas regras de rescisão. O plano governista defende reajustes acima da inflação e o retorno da participação sindical nas homologações. Em contrapartida, a oposição prioriza a flexibilização das jornadas e a prevalência de acordos coletivos sobre a legislação. No setor público, a discussão envolve desde a regulamentação da negociação coletiva até reformas estruturais e cortes de cargos comissionados.
Novas regras para autônomos e empresas Os trabalhadores por aplicativo e informais também entram no radar dos candidatos. O governo propõe a regulamentação formal das plataformas digitais com direitos previdenciários e transparência nos algoritmos. Já o setor empresarial e os microempreendedores individuais (MEIs) contam com propostas focadas na simplificação tributária, ampliação de linhas de crédito e desburocratização de registros comerciais.
Educação, habitação e seguridade social Na área social e de habitação, os programas abordam desde a ampliação do Minha Casa, Minha Vida e do Pé-de-Meia até a reformulação do financiamento estudantil. Para os aposentados, as promessas incluem a modernização e redução de filas no INSS, além de programas de atendimento domiciliar e entrega de medicamentos para idosos e pessoas com deficiência.
