O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foi mobilizado na noite deste domingo (18) para averiguar uma suposta ameaça de explosivo no automóvel do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). A verificação ocorreu nas dependências da Band, em São Paulo, logo após a participação do político no debate televisivo do segundo turno das eleições de 2026.
Segurança e saída do candidato Como protocolo preventivo, o parlamentar deixou os estúdios da emissora paulista no automóvel oficial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), viajando na companhia do chefe do Executivo estadual. O acionamento da Polícia Militar partiu da Polícia do Senado, equipe encarregada da proteção pessoal do candidato.
Atuação do esquadrão antibombas Conforme os relatos operacionais, cães treinados foram empregados para rastrear eventuais artefatos perigosos e acabaram apontando a presença de uma substância química específica.
“Feita a primeira varredura, os cães passaram e ambos detectaram algum componente químico que os fez sinalizar positivo para um componente químico que pode ser utilizado para a confecção de algum artefato explosivo”, disse Haddad.
Questionado diretamente sobre a eventual localização de pacotes ou volumes suspeitos no interior do veículo, o oficial negou a existência de tais objetos.
Nota oficial da Secretaria de Segurança Por meio de comunicado oficial, a Pasta de Segurança Pública esclareceu que foi acionada para averiguar um alerta de risco de atentado contra o postulante ao cargo máximo do Executivo federal, mobilizando imediatamente o esquadrão antibombas e equipes cinotécnicas da corporação militar. “Após a varredura, nada foi encontrado”, diz o texto.
Confronto político no debate presidencial O episódio de segurança aconteceu nos bastidores do primeiro debate do segundo turno de 2026, marcado por intensos embates verbais e troca de acusações entre Flávio Bolsonaro e o candidato adversário. Os concorrentes debateram temas nevrálgicos como economia, saúde, segurança pública, maioridade penal e política externa, além de menções a investigações e escândalos de corrupção, a apenas uma semana do pleito definitivo marcado para o dia 25 de outubro.
