O cantor e compositor Billy Joel compartilhou novas atualizações a respeito de sua rotina e limitações físicas após ter suspendido a agenda de shows. Impedido temporariamente de conduzir veículos por orientação médica, o artista enfrenta um processo de reabilitação enquanto reorganiza projetos pessoais e se desfaz de seu acervo histórico de motocicletas.
Rotina de exames e afastamento dos palcos
O músico precisou interromper a carreira ao vivo em 2025, cancelando apresentações que estavam programadas para acontecer até 2026. Um comunicado emitido na ocasião detalhou que o quadro neurológico acabou sendo “agravado pelas recentes apresentações em shows, causando problemas de audição, visão e equilíbrio”, demandando sessões de fisioterapia.
Questionado sobre uma possível data de retorno aos palcos em entrevista recente, Joel explicou a situação: “Preciso fazer uma série de exames antes de saber”, pontuando em seguida: “Não posso dirigir agora. Não tenho permissão para dirigir”. Ele relatou ainda o alerta emitido por seu neurologista, que comparou o desgaste físico das apresentações ao afirmar que “toda vez que você faz um show, é como se estivesse sofrendo uma concussão”.
Leilão de coleção com mais de 70 motocicletas
Paralelamente às restrições no trânsito, o artista marcou para os dias 20 e 21 de novembro a venda pública de mais de 70 motos antigas de seu acervo particular. Conhecido por restaurar modelos raros há décadas, ele manteve em Long Island a oficina 20th Century Cycles por cerca de 15 anos — espaço que servia para reparos e também como museu gratuito ao público, até encerrar as atividades em 2025.
Ao justificar a decisão de se desfazer dos itens, o artista foi direto: “Já estou na casa dos 70 anos e percebi que não consigo mais pilotar tanto quanto antes. Não quero morrer como um inseto no para-brisa. Então, pensei em colocar muitas delas em leilão”. Ele explicou que a condição neurológica torna o ato de pilotar algo “incerta” e concluiu que “chegou a hora de deixar isso nas mãos de outra pessoa”.
Mensagem de tranquilidade aos fãs
Apesar do diagnóstico delicado, o músico fez questão de tranquilizar o público durante uma transmissão de rádio no mês passado, quando atendeu chamadas de admiradores. “Sei que as pessoas estão preocupadas comigo porque leram que tenho um distúrbio cerebral, o que parece muito pior do que realmente é”, ressaltou.
Com bom humor, ele minimizou o impacto dos sintomas no cotidiano: “Estou bem. Meu equilíbrio não está muito bom. Perdi um pouco da audição, mas isso também pode ter a ver com a minha idade e com a vida no rock and roll. O volume alto provavelmente não ajudou. Mas estou bem. Quero que as pessoas não precisem se preocupar comigo. Estou bem.”
