As Forças Armadas norte-americanas avaliam a retomada de um procedimento extremo que não ocorre há quase oito décadas no país. O Exército dos Estados Unidos pode voltar a aplicar a pena de morte por meio de um pelotão de fuzilamento, algo que não acontece no âmbito militar desde 1945, ano em que se encerrou a Segunda Guerra Mundial.
O atentado na base militar de Fort Hood
O sentenciado que poderá inaugurar o retorno desse método é Nidal Hasan. Ele recebeu a condenação máxima após ter sido identificado e julgado como o autor do violento ataque armado ocorrido no complexo de Fort Hood, considerado um dos episódios mais graves registrados em instalações militares dentro do território americano.
Um intervalo histórico de oito décadas
A eventual execução de Hasan representaria um marco inédito no sistema de Justiça militar contemporâneo. Desde meados do século passado, o uso de atiradores estava totalmente afastado dos protocolos das Forças Armadas, abrindo espaço para outras metodologias punitivas.
Com o avanço do caso de Nidal Hasan, o cenário prisional das Forças Armadas americanas volta a discutir a viabilidade e a aplicação da força letal direta por disparos, rompendo uma barreira histórica mantida desde os anos 1940.
