Sede da Meta na Califórnia, nos EUA <span data-v-524617ed>Imagem: Peter DaSilva/Reuters</span>
Os termos autorizariam a Meta a usar programas automatizados para acessar, indexar, armazenar e coletar conteúdo de domínios ligados aos produtos ou serviços dessas empresas. Segundo o documento, esse material poderá ser usado em atividades como pesquisa e desenvolvimento de produtos de IA..
O conteúdo coletado poderia ser usado para desenvolver, melhorar, pesquisar, treinar e manter produtos e recursos da Meta. A previsão pode dar à empresa acesso a publicações sem um acordo de licenciamento específico.
O tema é sensível porque empresas de tecnologia vêm enfrentando questionamentos de editoras, artistas e criadores sobre o uso de conteúdo para treinar modelos de IA. Nos últimos anos, algumas companhias passaram a fechar acordos pagos com veículos de imprensa para obter acesso a reportagens, enquanto outras enfrentam disputas judiciais sobre o uso desse material.
Inicialmente, a Meta se negou a comentar os apontamentos do NiemanLab, porém hoje voltou atrás e negou mudanças. “Os proprietários de conteúdo podem usar diretivas para indicar suas preferências”, escreveu Andy Stone, porta-voz da Meta, no X. “A recente atualização tem como objetivo garantir que consigamos obter informações precisas sobre produtos à venda em sites de terceiros ao fazer recomendações de anúncios e conteúdos dentro da nossa plataforma — não se trata de coletar dados de sites de notícias”.
O Niemen Lab chama a atenção para uma aparente contradição. A Meta recentemente lançou um plano pago que permite a empresas e criadores incluir links em determinadas publicações. Ao mesmo tempo, as novas regras podem permitir que a companhia utilize gratuitamente conteúdos que estão nesses mesmos sites para desenvolver tecnologias de IA. os EUA, a Meta já fechou acordos de licenciamento para IA com CNN, Fox News, USA Today e People Inc.
Fonte:UOL Tecnologia
