O aguardado terceiro álbum de estúdio de Iza já tem período definido para chegar aos tocadores de música digital: meados de novembro, integrando a programação da Semana da Consciência Negra.
Data emblemática e dez anos de trajetória
A escolha do calendário para a estreia não acontece por acaso. Além de dialogar diretamente com as temáticas de valorização racial presentes em sua obra recente, o lançamento marca exatamente os dez anos de carreira da cantora e compositora fluminense, cuja caminhada profissional teve início em novembro de 2016 com o lançamento do single “Quem sabe sou eu”.
Fusão de ritmos e mitologia
Os caminhos conceituais do novo registro já vinham sendo pavimentados desde a apresentação do compacto duplo “Caos e sal” / “Tão bonito”. Na sonoridade, o público encontrará um encontro rítmico sustentado principalmente pelo afrobeat e pelo reggae. A respeito dessa aproximação com as vertentes jamaicanas, a própria artista definiu: “Começou, mas demorou pra começar”.
Outro grande diferencial estético prometido para a produção é o resgate de elementos da mitologia egípcia, somados ao constante resgate das raízes africanas que permeiam suas composições.
Faixas e participações no radar
Uma dúvida que ainda cerca a lista definitiva de faixas envolve o dueto com Jota.Pê na canção “Eu e você”. Gravada com produção de Marcelo Camelo — que também assina a autoria da composição em parceria com Malu Magalhães —, a faixa ainda não teve sua inclusão confirmada no disco ou se permanecerá apenas como um lançamento avulso.
O papel do projeto na discografia
O intervalo até este terceiro trabalho foi mais curto do que o hiato anterior: foram três anos desde “Afrodhit” (2023), álbum que ganhou destaque com a parceria com MC Carol em “Fé nas maluca”. Para chegar ao segundo disco, o público havia aguardado cinco anos após o estrondoso impacto de “Dona de mim”.
Com esse novo ciclo, a artista tem diante de si o desafio de apresentar um corpo de trabalho contundente, capaz de imprimir uma identidade ainda mais madura e consolidar de vez seu espaço no cenário fonográfico brasileiro contemporâneo.
