Conhecido por sua versatilidade em papéis que vão desde grandes produções de super-heróis até o cinema independente europeu, Tom Hardy possui um repertório cinematográfico bastante diversificado. Essa pluralidade de gostos fica evidente quando o artista revela suas preferências na sétima arte, demonstrando uma forte admiração por diretores consagrados como Stanley Kubrick, Martin Scorsese, Sidney Lumet, Terry Gilliam e os irmãos Coen.
A escolha número um e o fascínio por produções cults
Entre os títulos selecionados pelo astro, a primeira posição pertence a um clássico absoluto dos anos 1980. O ator sustenta há tempos que seu filme preferido é Platoon (1986), dirigido por Oliver Stone. Sobre a obra de guerra, ele destacou: “Acho que o final é realmente elegante. Achei que foi um filme muito bem feito.”
O artista ainda complementou a análise elogiando o elenco do longa: “E Platoon tem – com a exceção, infelizmente, de Charlie Sheen, todos os outros são incríveis. Todos os atores e todos os personagens que eu preciso como inglês estão lá. Sabe o que quero dizer? Todos os sotaques, classes sociais, crenças, cores e religiões estão lá para mim, então é um livro de estudos. Era algo que tinha um vislumbre de toda a América, da classe trabalhadora à classe alta. Tinha tudo.”
Inspirações na atuação e admiração por filmes b
Além de apontar diretores renomados, Tom Hardy já comentou sobre os intérpretes que servem de referência em sua carreira. Na ocasião, o ator revelou sua preferência por nomes específicos: “Eu gosto do Johnny Depp, acho que ele é um ator muito versátil, assim como o Brad Pitt. Homens bonitos, eles são demais… Mas eu prefiro os Willem Dafoe, Tom Berenger, Harrison Ford, Gene Hackman, Sir Ian McKellen e Vincent Cassel… Eles têm “aquilo” para mim, além de serem bem atraentes.” Ele também acrescentou que aprecia “qualquer filme com Gary Oldman, Ed Harris ou Anthony Hopkins“.
O repertório do britânico também abre espaço para produções alternativas e de menor orçamento. Explicando sua relação com esse tipo de conteúdo, o ator revelou: “Eu roubo muito do meu estilo de programas de TV da madrugada”. Em seguida, brincou: “Parece que os intelectuais não assistem a isso, ou esperam que eu faça referências retrô a performances de filmes B em seus filmes ou em seus teatros, muito menos que apareça disfarçado em um cinema fazendo referências retrô a atores de filmes B… haha, brincadeira, eu trabalho duro, sabe?”
A seleção completa de filmes favoritos
A lista completa reunida ao longo de sua trajetória inclui produções de diferentes nacionalidades, épocas e gêneros cinematográficos:
* Platoon (Oliver Stone, 1986) * La Haine (Mathieu Kassovitz, 1985) * O Grande Lebowski (Irmãos Coen, 1998) * A Princesa Prometida (Rob Reiner, 1987) * Um Dia de Cão (Sidney Lumet, 1975) * Os Bandidos do Tempo (Terry Gilliam, 1981) * Nascido para Matar (Stanley Kubrick, 1987) * Irreversível (Gaspar Noé, 2002) * Vivendo no Limite (Martin Scorsese, 1999) * Um Estranho no Ninho (Miloš Forman, 1975) * Instinto Sombrio (Alex Winter, 1999) * O Piano (Jane Campion, 1993) * Aconteceu Perto da Sua Casa (Rémy Belvaux, Benoît Poelvoorde, André Bonzel, 1992) * O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Jean-Pierre Jeunet, 2001) * Amadeus (Miloš Forman, 1984) * Dracula de Bram Stoker (Francis Ford Coppola, 1992)
Essa curadoria eclética comprova que o repertório de referências de Tom Hardy vai muito além do circuito comercial de hollywood, abraçando o cinema de arte e narrativas marcantes da história da televisão e do cinema mundial.
