O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, declarou nesta segunda-feira (19) que o desempenho dos sistemas de satélite norte-americanos utilizados no conflito caiu consideravelmente, prejudicando a coordenação de ataques de drones contra as forças russas.
Impacto na linha de frente
De acordo com o chefe de Estado, as unidades militares em combate relataram que os equipamentos do “pararam de operar a 130-160 milhas por hora em vários setores do front”. A Ucrânia emprega a tecnologia da SpaceX, empresa de Elon Musk, tanto para fins civis quanto militares através do Starshield e do Starlink.
O uso dessas redes engloba desde a comunicação tática até investidas de médio alcance e o lançamento de drones interceptadores em zonas ocupadas. Na semana passada, o governo ucraniano já havia apontado que a queda na velocidade dos satélites coincidiu com críticas do presidente Donald Trump aos ataques ucranianos contra refinarias da Rússia.
Atrasos em armamentos e cúpula internacional
Além dos problemas tecnológicos, as autoridades locais informaram que falhas na rede impediram avisos prévios à população civil sobre investidas aéreas recentes. No mesmo dia, Zelensky cobrou o governo norte-americano sobre a demora no envio de armamentos essenciais para a defesa do território.
O líder ucraniano garantiu aos senadores americanos que “o Pentágono está atrasando a entrega de mísseis já pagos” por nações europeias, pontuando que o lote “está aguardando a assinatura de [Pete] Hegseth”, o secretário de Defesa dos Estados Unidos.
Essas cobranças ocorrem em meio a articulações políticas envolvendo Donald Trump. O líder americano afirmou nesta segunda-feira que aceitaria uma proposta de Vladimir Putin para um encontro com o presidente russo e com o líder chinês, Xi Jinping, com o objetivo de debater o conflito. A reunião poderá acontecer durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), marcada para os dias 18 e 19 de novembro em Shenzhen, na China.
